Revista Brasileira de Sexualidade Humana https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash <p>A <em>Revista Brasileira de Sexualidade Humana</em> (RBSH) é um importante periódico científico, com periodicidade semestral, que torna público e acessível os estudos relacionados à sexualidade realizados por profissionais de diversas áreas do conhecimento. É o órgão oficial de divulgação científica da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH). Tem como missão promover acesso a resultados de pesquisas sobre sexualidade tanto para a comunidade científica quanto para o público leigo.&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana pt-BR Revista Brasileira de Sexualidade Humana 0103-6122 EXPEDIENTE https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/80 Susane Santos Barros Copyright (c) 2019 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-09-16 2019-09-16 29 2 EDITORIAL https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/73 Yeda M. Aguiar Portela Copyright (c) 2019 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-09-05 2019-09-05 29 2 10.35919/rbsh.v29i2.73 A COMPREENSÃO DA VIOLÊNCIA CONJUGAL NA PERSPECTIVA PSICANALÍTICA https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/54 <p>A violência conjugal pode ser compreendida por meio de diversas perspectivas e, no presente trabalho, objetivou-se compreender como este fenômeno é abordado na literatura científica psicanalítica. Para tanto, foram selecionados sete artigos disponibilizados nas bases de dados LILACS, PePSIC, SciELO e PUBMED, conforme os critérios de inclusão. Pôde-se compreender que, de maneira geral, os autores entendem o fenômeno a partir da dinâmica vincular, que abrange ambos membros do casal como participantes e mantenedores de acordos intersubjetivos que mantém o fenômeno. A violência é demarcada quando o espaço da manifestação subjetiva de um dos membros é anulado, resultando assim na imposição de desejo de um dos membros do casal sobre o outro. Em outras perspectivas teóricas, como as que contemplam discussões de gênero, o fenômeno é compreendido como unidirecional, ou seja, as vítimas e os agressores são bem estabelecidos em um contexto e as relações de dominação são assimétricas. Outros estudos argumentam que a violência entre casais é um problema de saúde pública, com graves consequências sociais. Observa-se que a violência conjugal ainda é pouco discutida a partir da perspectiva psicanalítica, havendo um montante maior de estudos advindos de outras vertentes teóricas.</p> Maria Gabriela Montresol Sanches Maíra Bonafé Sei Copyright (c) 2019 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-09-05 2019-09-05 29 2 10.35919/rbsh.v29i2.54 VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA A MULHER https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/59 <p>A violência sexual sofrida por mulheres é um problema de saúde pública. Segundo a Organização das Nações Unidas, estima-se que um terço das mulheres no mundo já foram vítimas de violência. Ademais, existe uma forte relação entre declínios cognitivos, disfunções sexuais e a manutenção de Transtorno de Estresse Pós-Traumático em mulheres vitimadas. Por esse motivo, o objetivo deste trabalho foi evidenciar o olhar da Psicologia, mais especificamente das neurociências, sobre as práticas sexuais de mulheres, por meio de uma revisão bibliográfica. Discutir a vida sexual de mulheres vítimas de violência sexual revelou-se como um problema para esta investigação, pela escassez nas análises psicológicas, especialmente as inseridas no âmbito da cognição e das neurociências. Porém, os dados encontrados revelaram que existe uma preocupação, principalmente em outros países, para retornar estas mulheres a uma vida sexual satisfatória. É cabível uma reflexão sobre a necessidade de maiores estudos por meio da cognição e das neurociências, especialmente no que se refere ao desenvolvimento de metodologias para abarcar as necessidades dessas mulheres e meios de proporcionar melhoria na qualidade de vida de maneira geral, e em termos de vida sexual, de maneira específica.</p> Danilo Ribeiro do Nascimento Aragão Virginia Turra Isabelle Patriciá Freitas Soares Chariglione Copyright (c) 2019 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-09-05 2019-09-05 29 2 10.35919/rbsh.v29i2.59 DISFUNÇÃO SEXUAL EM MULHERES QUE FAZEM SEXO COM MULHERES https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/55 <p><strong>OBJETIVO</strong>: verificar se existe diferença na prevalência de disfunção sexual entre mulheres que fazem sexo com mulheres e mulheres que fazem sexo apenas com homens, e se as percepções interna e externa do estigma acerca da orientação sexual se relacionam com a disfunção sexual. <strong>METODOLOGIA: </strong>estudo transversal com 105 mulheres com idade superior a 18 anos e sexualmente ativas, sendo 35 do grupo mulheres que fazem sexo com mulheres e 70 do grupo mulheres que fazem sexo apenas com homens. Avaliou-se aspectos sociodemográficos e aplicou-se o Índice de Função Sexual Feminina para todas as participantes e a Escala de Avaliação de Homofobia Internalizada apenas para mulheres que fazem sexo com mulheres. Para avaliar variáveis categóricas foram utilizados os testes Qui-Quadrado de Pearson, teste Exato de Fisher ou teste Qui-Quadrado de Pearson com simulações de Monte-Carlo. O nível de significância adotado foi de 5% e software utilizado foi o R Core Team 2019. <strong>RESULTADOS: </strong>a prevalência global de disfunção sexual foi de 17,1%. Não houve diferença significativa na média do escore do Índice de Função Sexual Feminina entre os grupos (30,2±3,5x29,8±3,3, p=0,518). Verificou-se melhor escore de desejo nas mulheres que fazem sexo com mulheres (4,8±0,9x4,3±0,9, p=0,003). As percepções externa e interna do estigma acerca da orientação sexual não se relacionaram com a dinsfunção sexual. <strong>CONCLUSÕES:</strong> a prevalência de disfunção sexual foi relativamente baixa, não houve relação entre orientação sexual e disfunção sexual e as percepções interna e externa do estigma acerca da orientação sexual não se associaram à disfunção sexual.</p> Lucas Feitosa de Souza Daniela Siqueira Prado Íkaro Daniel de Carvalho Barreto Copyright (c) 2019 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-09-05 2019-09-05 29 2 10.35919/rbsh.v29i2.55 FATORES ASSOCIADOS A DISFUNÇÕES SEXUAIS NO CLIMATÉRIO https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/57 <p>A Disfunção Sexual Feminina (DSF) é um problema de saúde pública de alta prevalência mundial, relatado por cerca de 40% de todas as mulheres no mundo. O climatério compreende a transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo da vida da mulher, sendo uma fase biológica, e não um processo patológico (BRASIL, 2008). Nessa fase, as mulheres tornam-se mais vulneráveis às disfunções sexuais, em virtude das consequências do hipoestrogenismo (Cabral et al., 2012; Cavalcanti et al., 2014; Crowley, 2018). Por isso, é fundamental compreender o climatério e as mudanças que acontecem nesse período da vida da mulher, incluindo a função sexual, visto que, com o aumento da expectativa de vida, há aumento também da quantidade de anos vividos no climatério. Objetivo: verificar se há diferença na prevalência de disfunção sexual e nos escores dos domínios sexuais segundo status menopausal e avaliar quais sintomas climatéricos estão associados à disfunção. Metodologia: estudo transversal no qual foram incluídas 84 mulheres com idade entre 18 e 68 anos, sexualmente ativas. Avaliou-se idade, estado civil, escolaridade, renda, status menopausal e tabagismo e aplicou-se o Índice de Função Sexual Feminina (IFSF) e o Menopause Rating Scale (MRS), para mulheres pós-menopausa. Para avaliar variáveis categóricas, foi utilizado o teste Qui-Quadrado de Pearson, o nível de significância adotado foi de 5% e software utilizado foi o R Core Team 2018. Resultados: a prevalência global de disfunção sexual (IFSF ≤ 26,5) foi de 42,9%. Segundo estado menopausal, não houve diferença significativa na prevalência de disfunção sexual (37,9 e 53,8%, p = 0,234), mas houve diferença significativa nos domínios da lubrificação (5,1 e 3,9 p = 0,003 e D = 0,750) e excitação (3,3 e 2,7 p = 0,006 e D = 0,673). No grupo pós-menopausa, verificou-se disfunção sexual em 50% das mulheres com sintomas climatéricos severos. Maior frequência de disfunção foi associada a sintomas somatovegetativos (92,9%, 50%, p = 0,036) e urogenitais (92,9%, 58,3%, p = 0,018). Conclusões: a prevalência de disfunção sexual foi alta, não houve diferença na prevalência segundo status menopausal e sintomas climatéricos severos, particularmente, somatovegetativos e urogenitais associaram-se à pior função sexual.</p> Kamilla Souza de Jesus Aquino Daniela Siqueira Prado Barbara Rhayane Santos Ikaro Daniel de Carvalho Barreto Copyright (c) 2019 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-09-05 2019-09-05 29 2 10.35919/rbsh.v29i2.57 IDENTIDADE DE GÊNERO SOCIAL E IDENTIDADE DE GÊNERO ERÓTICO-SEXUAL https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/76 <p>Atualmente, há basicamente três termos mais comuns usados para descrever âmbitos da sexualidade humana, que dão origem aos outros: identidade de gênero, orientação sexual e sexo biológico. A proposta deste artigo é a de que a identidade de gênero possa ser dividida ainda em duas identidades distintas: a identidade (de gênero) social e a identidade (de gênero) erótico-sexual. A identidade de gênero social estaria mais ligada, como o nome diz, às relações no âmbito social, tal como a laboral, política e familiar, podendo incluir a amorosa, e, em geral, se relaciona com a expressão de gênero que é praticada socialmente, ou seja, compõe a performatividade de gênero. A identidade (de gênero) erótico-sexual teria a ver com a identidade do indivíduo durante o ato sexual, em uma relação específica, em geral privativa, de modo que essa identidade pode ser fixa ou mudar conforme o parceiro ou momento de vida da pessoa. Sendo possivelmente flexível – tanto quanto a identidade de gênero social também pode –, a identidade erótico-sexual pode se expressar, por exemplo, através de zonas erógenas que variam conforme a relação que nasce no encontro com o outro e maneirismos, pode ser expressa através de apetrechos e acessórios que serão usados e que ajudem essa identificação a se manifestar, tais como como lingeries e dildos, que compõem a performatividade erótico-sexual. Algumas abordagens reduziriam essa identificação eróticosexual a um fetiche, e não a uma identidade, ao que proponho, então, que essa classificação de fetiche só fará sentido se também passarmos a considerar a identidade de gênero um fetiche (do português “feitiço”, do latim “fictício”).</p> Sara Laham Sonetti Copyright (c) 2019 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-09-05 2019-09-05 29 2 10.35919/rbsh.v29i2.76 SEXSÔNIA https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/77 <p>O comportamento sexual atípico durante o sono, denominado sexsônia, é uma parassonia pouco descrito na literatura científica. Apresento características e fatores desencadeantes da sexsônia elencando estudos realizados até a presente data. O diagnóstico é um desafio clínico, e já são reconhecidas suas implicações clínicas, conjugais e, mais relevantes, implicações criminais. Especialistas em distúrbios de sono e da sexualidade se associam para melhor conduzir e tratar este transtorno do sono.</p> Glaury A. Coelho Luciana Palombini Copyright (c) 2019 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-09-05 2019-09-05 29 2 10.35919/rbsh.v29i2.77 A SOCIOSSEXUALIDADE COMO FERRAMENTA PARA A AUTONOMIA SEXUAL https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/75 <p>O presente artigo busca esclarecer o conceito da sociossexualidade e sua relevância para o entendimento dos comportamentos sexuais desprovidos ou não de compromisso social e conexão emocional. Para tanto, foram analisados estudos sobre o tema, assim como seus achados sobre os possíveis impactos do sexo casual na vida de seus praticantes tendo como norteadora a orientação sociossexual e os comportamentos “autônomos” ou “não autônomos”. Também é verificada a importância da autonomia sexual para a construção e manutenção de uma sexualidade saudável.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> Laura Maria Stoppa Copyright (c) 2019 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-09-05 2019-09-05 29 2 10.35919/rbsh.v29i2.75 A INSERÇÃO DOS ESTUDOS DE GÊNERO EM CURSOS DE TERAPIA OCUPACIONAL NO BRASIL https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/79 <p>ANDRADE, Francisco Leal de. A inserção dos estudos de gênero em cursos de terapia ocupacional no Brasil: uma análise discursiva na perspectiva feminista. 2019. 253 f. Tese (Doutorado em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismos) - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2019.</p> Tereza Cristina Pereira Carvalho Fagundes Copyright (c) 2019 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-09-05 2019-09-05 29 2 10.35919/rbsh.v29i2.79 CASOS E CASOS https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/78 <p>PEREL, Esther. Casos e casos: repensando a infidelidade. Rio de Janeiro: Objetiva, 2018.</p> Yeda M. Aguiar Portela Copyright (c) 2019 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-09-05 2019-09-05 29 2 10.35919/rbsh.v29i2.78 ENTREVISTA COM A GINECOLOGISTA E SEXÓLOGA TÂNIA DAS GRAÇAS MAUADIE SANTANA https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/74 <p>Tânia das Graças Mauadie Santana, é ginecologista, obstetra, especialista em terapia sexual e educação sexual pela<br>Faculdade de Medicina do ABC e Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (FMABC/SBRASH). Fundadora do<br>Centro de Referência e Especialização em Sexologia (CRESEX), do Hospital Pérola Byington, que coordenou entre 1998 e 2014.</p> Ana Canosa Copyright (c) 2019 Revista Brasileira de Sexualidade Humana http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2019-09-05 2019-09-05 29 2 10.35919/rbsh.v29i2.74