Revista Brasileira de Sexualidade Humana https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash <p>A <em>Revista Brasileira de Sexualidade Humana</em> (RBSH) é um importante periódico científico, com periodicidade semestral, que torna público e acessível os estudos relacionados à sexualidade realizados por profissionais de diversas áreas do conhecimento. É o órgão oficial de divulgação científica da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH). Tem como missão promover acesso a resultados de pesquisas sobre sexualidade tanto para a comunidade científica quanto para o público leigo.&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana pt-BR Revista Brasileira de Sexualidade Humana 0103-6122 Editorial https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/36 Tereza Cristina Pereira Carvalho Fagundes Copyright (c) 2018 Revista Brasileira de Sexualidade Humana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-31 2018-12-31 29 1 7 8 A CONCEPÇÃO DE PROFESSORES SOBRE SEXUALIDADE https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/37 <p>Trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa e produção dos dados por meio&nbsp;de Grupo Focal. Buscou-se conhecer as concepções e dificuldades de professoras de Creche, Educação&nbsp;Infantil e Ensino Fundamental I, sobre a sexualidade no ambiente escolar. A análise dos dados foi realizada&nbsp;mediante a análise de conteúdo temática, do tipo categorial, que produziu duas categorias temáticas. Os&nbsp;resultados apontaram dificuldades das professoras em relação à temática. A falta de conhecimento produz&nbsp;informações e crenças estereotipadas, representadas no cotidiano da escola em forma de preconceito&nbsp;e indiferença. O desconhecimento decorre de três fatores: formação deficiente sobre o tema, construções&nbsp;sócio-históricas e visão da sexualidade centrada no ponto de vista adulto. O estudo sinaliza questões importantes&nbsp;a serem incluídas na formação inicial e continuada de professores.</p> Maria José Dias de Freitas José Roberto da Silva Brêtas Copyright (c) 2018 Revista Brasileira de Sexualidade Humana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-31 2018-12-31 29 1 9 19 DE MENINO A METROSSEXUAL https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/38 <p>Este estudo aborda a construção da masculinidade na sociedade atual. Entendemos que a mídia&nbsp;tem um papel relevante na construção de identidades, influenciando hábitos e costumes, contribuindo,&nbsp;assim, para propagar a ideologia vigente da sociedade. Para tal, foram categorizados, especificamente, os&nbsp;sumários on line de três revistas masculinas durante o período de setembro de 2010 a junho de 2012. Os&nbsp;resultados sugerem a coexistência de diversos temas relacionados ao universo do homem contemporâneo,&nbsp;destacando-se estilo, cultura e lazer e sexo como indicadores importantes na construção da masculinidade&nbsp;na contemporaneidade.</p> Carlos José Fernandes Telles Copyright (c) 2018 Revista Brasileira de Sexualidade Humana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-31 2018-12-31 29 1 20 29 FATORES RELEVANTES NA INICIAÇÃO SEXUAL https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/39 <p>Na adolescência a sexualidade tem significado especial, já que o indivíduo inicia a consolidação da&nbsp;identidade sexual e atinge a capacidade reprodutiva. A primeira relação sexual acontece cada vez mais cedo&nbsp;e a vivência saudável do período de experimentação inerente à adolescência contribuirá para formação de&nbsp;adultos capazes de tomar decisões conscientes e planejadas ao longo da vida, evitando situações traumáticas.&nbsp;Este trabalho qualiquantitativo é resultado de dissertação com objetivo de conhecer as opiniões dos&nbsp;adolescentes de uma escola pública em relação a fatores relevantes para iniciação sexual. A população foi&nbsp;constituída de adolescentes entre 15 e 19 anos e a amostra foi composta por 61 adolescentes. Foi utilizada&nbsp;a técnica do Discurso do Sujeito Coletivo com o auxílio do Qualiquantisoftware. As categorias identificadas&nbsp;foram: práticas preventivas; sentimentos e parceria; estrutura pessoal, familiar e financeira; rede de apoio;&nbsp;protagonismo juvenil e gênero feminino: responsabilidade, desconhecimento e submissão. Embora este&nbsp;assunto seja muito abordado, muitos adolescentes não trazem as informações para seus contextos de vida.&nbsp;Recomenda-se que as famílias e as escolas priorizem espaços para discussão desse tema, além do acesso às&nbsp;políticas de saúde sexual e reprodutiva.</p> Vilma Maria Silva Rosemary de Jesus Machado Amorim Romualda Castro do Rêgo Barros Marly Javorski Bianca Arruda Manchester de Queiroga Rógerson Tenório de Andrade Luciane Soares de Lima Copyright (c) 2018 Revista Brasileira de Sexualidade Humana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-31 2018-12-31 29 1 30 38 DESPATOLOGIZAÇÃO DA TRANSEXUALIDADE https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/40 <p>A transexualidade é definida como a discordância entre sexo biológico atribuído no nascimento&nbsp;e gênero autodeclarado pelo sujeito, decorrendo numa situação psicopatológica e estigmatizante que,&nbsp;contudo, é condição para que esses sujeitos tenham acesso às intervenções hormonais e cirúrgicas (redesignação&nbsp;sexual) no sistema único de saúde brasileiro. A presente pesquisa teve por objetivo realizar uma revisão integrativa da literatura científica nacional sobre a despatologização da transexualidade. Foram considerados&nbsp;na amostra final 11 artigos completos publicados entre 2006 e 2016 nas bases de dados LILACS,&nbsp;PePSIC e SciELO. Os principais resultados indicam que são artigos qualitativos e teóricos que discutem as&nbsp;dificuldades de inserção dos transexuais no sistema público de saúde e na sociedade, sendo a despatologização&nbsp;e a crítica da cisheteronormatividade essenciais para o exercício de seus direitos.</p> Rafael De Tilio Copyright (c) 2018 Revista Brasileira de Sexualidade Humana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-31 2018-12-31 29 1 39 48 HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO SEXUAL NO BRASIL https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/41 <p>Este artigo traça um panorama da Educação Sexual no Brasil, apontando os principais marcos&nbsp;históricos e as iniciativas mais importantes que visaram a implantação da Educação Sexual no país. Inicia&nbsp;sua análise histórica nas primeiras décadas do século XX, centrando nos anos 1960 e seguintes. Os anos<br>1940-1950 constituíram um período de vasta produção bibliográfica, os anos 1960 foram os anos das primeiras&nbsp;ações efetivas de Educação Sexual em escolas e os anos 1980 o período em que órgãos de governos&nbsp;municipais e estaduais desenvolveram projetos de Educação Sexual.</p> Rita Cássia Pereira Bueno Paulo Rennes Marçal Ribeiro Copyright (c) 2018 Revista Brasileira de Sexualidade Humana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-31 2018-12-31 29 1 49 56 O HOMEM CANSADO https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/42 <p>É inegável a importância dos movimentos emancipatórios e de autonomia dos sujeitos. Proporcionando&nbsp;debates, reflexões e estabelecendo espaços de diálogo para fertilizar temas emergentes e considerados&nbsp;tabus. São sistemas essencialistas, falas que ecoam violências, culturas de abusos e negação de<br>direitos, estes movimentos identitários legitimam aqueles que sofrem por causa de políticas silenciadoras&nbsp;e invisibilidade. Esse é o cenário propício para refletirmos sobre as masculinidades que estabelecem segregações&nbsp;dessas identidades, pautadas em privilégios e generificações de corpos, desejos e subjetividades,&nbsp;mas também, enquanto políticas de poder. Olhar para as masculinidades é olhar para as masculinidades&nbsp;tóxicas e as relações de dominação. Masculinidades alexitímicas. Constatar que não são imóveis e intocáveis,&nbsp;mas revelam pluralidades e estão em plena transformação. Eis o homem angustiado e cansado que,&nbsp;marcado pelo totalitarismo patriarcal, não mais o sustenta e que, uma vez se reconhecendo neste contexto&nbsp;de exploração, arbitrariedades e violências, não admite mais estas condições. É diante de rupturas de fronteiras,&nbsp;entre o patriarcalismo colonial, masculinidades emancipatórias e interseccionalidades com as feminilidades&nbsp;que localizamos novas perspectivas de ser-homem e a crítica a uma masculinidade sem hegemonias,<br>compreendendo que outras identidades e protagonismos devem ser respeitados.</p> Breno Rosostolato Copyright (c) 2018 Revista Brasileira de Sexualidade Humana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-31 2018-12-31 29 1 57 70 HOMOFOBIA E MISOGINIA NO MEDIEVO https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/43 <p>O presente artigo tem por objetivo discorrer sobre as raízes da homofobia e sua possível relação&nbsp;com a misoginia; para tal, importa a retomada do passado na busca por respostas. Neste sentido, inicialmente&nbsp;se questiona a plausível relação entre os fenômenos homofóbico e misógino com a própria questão<br>do falocentrismo. Desta feita, este trabalho discorrerá a respeito da violência no período medieval, ou&nbsp;seja, no contexto histórico e econômico europeu, sobremodo no que tange os valores influenciados pela&nbsp;Igreja Católica e a noção do pecado e do ódio ao prazer. A pergunta, pois, que resume a pesquisa pode<br>ser formulada assim: qual a relação entre a homofobia e a misoginia no período da Idade Média, tendo em&nbsp;vista o falocentrismo? No que se refere ao método de pesquisa, o artigo foi elaborado por meio de revisão&nbsp;bibliográfica e busca de literatura, sobretudo no campo histórico e antropológico.</p> Felipe Adaid Copyright (c) 2018 Revista Brasileira de Sexualidade Humana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-31 2018-12-31 29 1 71 82 SEXUALIDADE E DIVERSIDADE SEXUAL NA FORMAÇÃO EM PSICOLOGIA https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/44 <p>Trata-se de uma discussão teórica sobre os temas sexualidade e diversidade na formação em&nbsp;Psicologia, a partir de três pontos fundamentais: 1) A sexualidade como uma construção histórica, 2) A&nbsp;Psicologia frente à normatividade e ao preconceito e o Código de Ética Profissional e; 3) A formação em&nbsp;Psicologia e a diversidade sexual. Conclui-se que, apesar do reconhecimento do direito à sexualidade com&nbsp;uma expressão múltipla e diversa, concepções normativas e preconceituosas ainda imperam em senso&nbsp;comum e também na prática de psicólogos; por isso a necessidade em se investir na formação desses profissionais<br>que deveriam, por princípio, respeitar e defender o direito à sexualidade plural.</p> Ana Cláudia Bortolozzi Maia Marcela Pastana Copyright (c) 2018 Revista Brasileira de Sexualidade Humana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-31 2018-12-31 29 1 83 90 SEXUALIDADE E GESTAÇÃO https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/49 <p>O período da gestação constitui uma fase de grandes alterações emocionais, fisiológicas e sociais&nbsp;e tem repercussão na expressão da sexualidade da mulher e do casal. A sexualidade é um comportamento&nbsp;que se expressa por sentimentos, pensamentos, estímulos, intimidade e prazeres e, no período da gestação,<br>essas características devem ser ainda mais valorizadas para que o casal possa manter-se em harmonia.&nbsp;Trata-se de um artigo de revisão da literatura, tendo como objetivo avaliar a resposta sexual e o comportamento&nbsp;sexual de mulheres no período gestacional. É relevante também identificar possíveis influências e&nbsp;interferências na manifestação desse comportamento e resposta sexual, como crenças, mitos e a própria&nbsp;relação conjugal. Verificou-se através dos estudos que as modificações fisiológicas, emocionais e comportamentais&nbsp;interferem no desejo, excitação e satisfação sexual, no entanto, se houver diálogo,&nbsp; afetividade, intimidade emocional e sexual na relação conjugal, essas alterações podem ser melhor superadas nessa&nbsp;fase. Na literatura foi demonstrado que há uma diminuição no desejo e na excitação no primeiro e terceiro&nbsp;trimestres da gestação e que há aumento de desejo e frequência sexual no segundo trimestre devido às&nbsp;alterações fisiológicas inibidoras terem se normalizado e por conta do aumento da autoestima, valorização&nbsp;do corpo e variações hormonais que favorecem esse período. Identificou-se que crenças, mitos e tabus&nbsp;também têm sua parcela nas alterações de desejo e frequência sexual e, de modo geral, o que se evidenciou&nbsp;foi o medo de machucar o feto e/ou a grávida. Estímulos que transpassam os órgãos sexuais se mostraram&nbsp;de grande valia, se tornando necessário explorar novas formas de sentir prazer e adaptar posições sexuais.</p> Andreia Aparecida Fiamoncini Margareth de Mello Ferreira dos Reis Copyright (c) 2018 Revista Brasileira de Sexualidade Humana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-31 2018-12-31 29 1 91 102 SEXUALIDADE NA LONGEVIDADE E SUA SIGNIFICAÇÃO EM QUALIDADE DE VIDA https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/46 <p>O artigo consiste numa revisão da literatura sobre a sexualidade na longevidade e sua contribuição&nbsp;para a qualidade de vida da pessoa idosa. Inicialmente, trazemos um breve resumo sobre sexualidade&nbsp;na longevidade com seus aspectos positivos que perpassam gerações trazendo qualidade de vida, saúde<br>e bem estar e resignificando a vida dos idosos. Discorremos sobre mitos e verdades no quesito sexualidade&nbsp;na vida dos longevos. Por fim, destacamos as motivações dos idosos para a manutenção de uma vida sexual&nbsp;ativa com suas inovações e adaptações, considerando que apesar do envelhecimento trazer modificações&nbsp;na vida sexual da pessoa idosa é importante ressaltar que as vivências sexuais se mostra essencial para que&nbsp;se envelheça com uma boa qualidade de vida.</p> Francisco Fabrício Firmino de Oliveira Kay Francis Leal Vieira Copyright (c) 2018 Revista Brasileira de Sexualidade Humana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-31 2018-12-31 29 1 103 109 VIOLÊNCIA CONTRA ADOLESCENTES E JOVENS HOMOSSEXUAIS E OS IMPACTOS NA SAÚDE https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/48 <p>Realizou-se uma revisão integrativa com o objetivo de investigar as evidências disponíveis na&nbsp;literatura sobre a violência contra adolescentes e jovens homossexuais. Foram consultadas as bases de&nbsp;dados PubMed, LILACS, CINAHL e Web of Science considerando as publicações de 2010 a 2015. Foram&nbsp;selecionados 14 artigos a partir dos quais foram extraídas três unidades temáticas: tipos de violência e seus&nbsp;contextos; Impactos da violência na saúde e Sexualidade e educação. Os resultados evidenciaram que&nbsp;a violência tem potencializado a vulnerabilidade a que os adolescentes e jovens estão expostos. A heteronormatividade&nbsp;tem legitimado a produção e a manutenção de diversas situações de violência, em diversos&nbsp;contextos de convivência desses adolescentes e jovens, com sérios impactos em suas saúdes. Ressalta-se&nbsp;a necessidade de futuras pesquisas acerca da violência sofrida e vivenciada no cotidiano dessa população,&nbsp;buscando contribuir para políticas públicas e de formação profissional, especialmente nas áreas da saúde&nbsp;e da educação, que se pautem na proteção integral, na equidade, nos direitos humanos, no respeito à diversidade&nbsp;sexual, visando a ressignificação da normalidade expressa pela sexualidade enquanto um dispositivo&nbsp;de poder e controle, e o seu padrão heteronormativo.</p> Iara Falleiros Braga Taison Regis Penariol Natarelli Marilurdes Silva Farias Marta Angélica Iossi Silva Copyright (c) 2018 Revista Brasileira de Sexualidade Humana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-31 2018-12-31 29 1 110 121 CONCEPÇÕES E RELATOS DE ADOLESCENTES COM ALTAS HABILIDADES OU SUPERDOTAÇÃO SOBRE ASPECTOS PSICOSSOCIAIS DA SEXUALIDADE https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/50 Ana Cláudia Bortolozzi Maia Copyright (c) 2018 Revista Brasileira de Sexualidade Humana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-31 2018-12-31 29 1 122 123 SEXOTERAPIA https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/51 Nathalia Ziemkiewicz Copyright (c) 2018 Revista Brasileira de Sexualidade Humana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-31 2018-12-31 29 1 124 125 ENTREVISTA COM A PSICÓLOGA E SEXÓLOGA ANA CANOSA https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/52 Sheila Reis Copyright (c) 2018 Revista Brasileira de Sexualidade Humana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2018-12-31 2018-12-31 29 1 126 128