FATORES ASSOCIADOS A DISFUNÇÕES SEXUAIS NO CLIMATÉRIO

  • Kamilla Souza de Jesus Aquino UFS
  • Daniela Siqueira Prado
  • Barbara Rhayane Santos
  • Ikaro Daniel de Carvalho Barreto
Palavras-chave: Disfunção sexual. Climatério. Sexualidade. Menopausa.

Resumo

A Disfunção Sexual Feminina (DSF) é um problema de saúde pública de alta prevalência mundial, relatado por cerca de 40% de todas as mulheres no mundo. O climatério compreende a transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo da vida da mulher, sendo uma fase biológica, e não um processo patológico (BRASIL, 2008). Nessa fase, as mulheres tornam-se mais vulneráveis às disfunções sexuais, em virtude das consequências do hipoestrogenismo (Cabral et al., 2012; Cavalcanti et al., 2014; Crowley, 2018). Por isso, é fundamental compreender o climatério e as mudanças que acontecem nesse período da vida da mulher, incluindo a função sexual, visto que, com o aumento da expectativa de vida, há aumento também da quantidade de anos vividos no climatério. Objetivo: verificar se há diferença na prevalência de disfunção sexual e nos escores dos domínios sexuais segundo status menopausal e avaliar quais sintomas climatéricos estão associados à disfunção. Metodologia: estudo transversal no qual foram incluídas 84 mulheres com idade entre 18 e 68 anos, sexualmente ativas. Avaliou-se idade, estado civil, escolaridade, renda, status menopausal e tabagismo e aplicou-se o Índice de Função Sexual Feminina (IFSF) e o Menopause Rating Scale (MRS), para mulheres pós-menopausa. Para avaliar variáveis categóricas, foi utilizado o teste Qui-Quadrado de Pearson, o nível de significância adotado foi de 5% e software utilizado foi o R Core Team 2018. Resultados: a prevalência global de disfunção sexual (IFSF ≤ 26,5) foi de 42,9%. Segundo estado menopausal, não houve diferença significativa na prevalência de disfunção sexual (37,9 e 53,8%, p = 0,234), mas houve diferença significativa nos domínios da lubrificação (5,1 e 3,9 p = 0,003 e D = 0,750) e excitação (3,3 e 2,7 p = 0,006 e D = 0,673). No grupo pós-menopausa, verificou-se disfunção sexual em 50% das mulheres com sintomas climatéricos severos. Maior frequência de disfunção foi associada a sintomas somatovegetativos (92,9%, 50%, p = 0,036) e urogenitais (92,9%, 58,3%, p = 0,018). Conclusões: a prevalência de disfunção sexual foi alta, não houve diferença na prevalência segundo status menopausal e sintomas climatéricos severos, particularmente, somatovegetativos e urogenitais associaram-se à pior função sexual.

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Publicado
2019-09-05
Como Citar
de Jesus Aquino, K. S., Prado, D. S., Santos, B. R., & de Carvalho Barreto, I. D. (2019). FATORES ASSOCIADOS A DISFUNÇÕES SEXUAIS NO CLIMATÉRIO. Revista Brasileira De Sexualidade Humana, 29(2). https://doi.org/10.35919/rbsh.v29i2.57
Seção
Trabalhos de Pesquisa

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