DESPATOLOGIZAÇÃO DA TRANSEXUALIDADE

REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA CIENTÍFICA NACIONAL

  • Rafael De Tilio Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Palavras-chave: Despatologização. Gênero. Transexualidade. Teoria Queer.

Resumo

A transexualidade é definida como a discordância entre sexo biológico atribuído no nascimento e gênero autodeclarado pelo sujeito, decorrendo numa situação psicopatológica e estigmatizante que, contudo, é condição para que esses sujeitos tenham acesso às intervenções hormonais e cirúrgicas (redesignação sexual) no sistema único de saúde brasileiro. A presente pesquisa teve por objetivo realizar uma revisão integrativa da literatura científica nacional sobre a despatologização da transexualidade. Foram considerados na amostra final 11 artigos completos publicados entre 2006 e 2016 nas bases de dados LILACS, PePSIC e SciELO. Os principais resultados indicam que são artigos qualitativos e teóricos que discutem as dificuldades de inserção dos transexuais no sistema público de saúde e na sociedade, sendo a despatologização e a crítica da cisheteronormatividade essenciais para o exercício de seus direitos.

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Biografia do Autor

Rafael De Tilio, Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Graduado (2002) e pós-graduado (mestrado/2005; doutorado/2009) em Ciências, na área de Psicologia, pela Universidade de São Paulo (USP). Desenvolve pesquisas referentes à área de violência, sexualidade, gênero e ideologia. É líder do Laboratório de Estudos e Pesquisa em Sexualidade e Violência de Gênero (HUBRIS) e coordenador da Liga de Sexualidade (LIS), ambos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Atualmente é docente no curso de graduação e no Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFTM. 

Publicado
2018-12-31
Como Citar
De Tilio, R. (2018). DESPATOLOGIZAÇÃO DA TRANSEXUALIDADE. Revista Brasileira De Sexualidade Humana, 29(1), 39-48. Recuperado de https://sbrash.emnuvens.com.br/revista_sbrash/article/view/40
Seção
Opinativos e de Revisão